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10 de junho em Constância

Gentis terras de Constância,
de macias
pegadas do Poeta,
brotam
poesias de seu solo,
tais
sementes lhe lançaram.

Delicado ouvido do Zêzere,
não
em vão lhe soaram
as antigas e
líricas lições,
de
pés gigantes que por aqui passaram.

Das claras águas que fecundam o Tejo,
deleite
e frescor da boa gente,
espalha-se o
vapor da arte
que
invade o parque e toda mente.

Nas orillas do Tejo,
ainda
virgem de Constância,
há nas
pedras o testemunho,
de
amores e poemas ancestrais.

Ao longe, as ovelhas no pasto.
Na
praça, toda a gente em festa.
Uma imperial?
Caldo Verde? Migas?
Tudo
aqui é sonhos e poesias.