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A história do povo maia começa há milhares de
anos, quando povos provavelmente vindos da Ásia
pelo estreito de Bering (estreito que separa a Ásia da América), ocuparam a América do Norte e
Central. Estudos realizados na língua maia levam à
conclusão de que ao redor de 2 500 a.C., vivia um povo
protomaia, na região de Huehuetenango, na Guatemala. Há cerca de duas
horas de Cancun, encontram-se as ruínas da antiga cidade cerimonial de Chichén-Itzá, que floresceu no auge da civilização maia-tolteca. Seu mais
importante sacerdote foi Kukulcan (a serpente emplumada), provavelmente vindo
do México central onde era conhecido como Quetzalcóatl (ver período
maia-tolteca logo abaixo). Ao que tudo indica, Kukulcan foi mesmo um personagem
histórico e que morreu e foi enterrado na península de Yucatan. Acreditava-se
que ele encarnava o espírito da serpente emplumada cuja cabeça está
representada no quadro ao lado e surge com freqüência nas ruínas maias deste
período. |
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| A história da civilização
maia é dividida em período pré-clássico ou formativo,
período clássico, período de transição, período maia-tolteca e período de absorção mexicana. Período Pré-clássico (500 a.C. a 325 d.C.) - a cultura maia começa a ser delineada. Estátuas de barro antropomorfas aparecem mostrando os traços típicos de seu povo. |
Foto atual de El Castillho em
Chitzen-Itza, que recebe milhares de turistas todos os |
![]()
se deteriorou e os centros cerimoniais
foram abandonados. |
Período Clássico (325 d.C.
a 925 d.C.) - Costuma-se subdividir este período em
clássico temprano (325 d.C. a 625 d.C.) que
corresponde ao período em que cessaram as influências externas e os
maias se firmaram como povo. Neste período surgiram formas tipicamente
maias na arquitetura como o arco corbelado e o registro de datas
históricas com o uso de hierógrifos, em
florescente (625 d.C. a 800 d.C.), quando as manifestações
culturais chegaram ao seu esplendor cultural. Foi a época dos grandes
avanços na matemática, na astronomia, na escrita, nas artes e na
arquitetura e o Colapso (800 d.C. a 925 d.C.), época em
que misteriosamente a cultura maia
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O povo maia era fundamentalmente um povo guerreiro. Mesmo entre eles,
lutavam com crueldade pelo domínio das regiões. O quadro ao lado mostra
momentos de guerra desse povo. |
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Em Chichén Itzá a influência tolteca é muito
forte. A principal pirâmide, chamada El Castillo, que
ocupa a região central das ruínas, foi construída
pelos toltecas. O observatório
El Caracol, também é deste período (foto à direita).
Viveu-se nesta época o mito de Quetzalcóatl, chamado
pelos maias de Kukulcán,
a serpente emplumada, o homem-pássaro, um dos mitos mais
interessantes da história da humanidade. Vejam abaixo uma
representação artística mostrando El Caracol hoje (esquerda) e em todo o
seu esplendor (direita) no auge da cidade. |
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Nesta época, houve grande avanço nos conhecimentos
astronômicos dos maias que construíram o mais preciso calendário existente.
Os maias desenvolveram um sistema numérico próprio, sem o qual não seria
possível os avanços científicos. Observe o quadro abaixo. Facilmente
você poderá entender como os números eram escritos. Reparem que eles
descobriram também o número zero. Além deste modo de representar
números, eles tinham um outro sistema, mais próximo dos hieróglifos.
Eles podem ser observados no papel de parede desta página. Cada número
era representado por uma cabeça diferente, mas não tão diferente para nó
aponto de podermos ler tais números com facilidade.
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Período de Absorção Mexicana (1 200 d.C. a 1540 d.C.) - nesta
época surgiram vários conflitos, as alianças entre os vários grupos foram sendo quebradas e houve uma série
de enfrentamento bélico que dividiu as populações e empobreceram ainda mais a cultura. Quando os espanhóis
chegaram à região maia, as grandes cidades cerimoniais já haviam sido abandonadas, a cultura estava em total decadência. Restava pouco daquela que foi uma das mais fantásticas civilizações que o mundo já teve. O tempo foi implacável. Nos roubou para sempre esse tesouro. Restam as lembranças que as ruínas guardaram para nós.
foto à direita: visitantes subindo as escadarias do El Castillho, nas proximidades de Cancun, no México. |
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