A história do povo maia começa há milhares de anos, quando povos provavelmente vindos da Ásia pelo estreito de Bering (estreito que separa a Ásia da América), ocuparam a América do Norte e Central. Estudos realizados na língua maia levam à conclusão de que ao redor de 2 500 a.C., vivia um povo protomaia, na região de Huehuetenango, na Guatemala. Há cerca de duas horas de Cancun, encontram-se as ruínas da antiga cidade cerimonial de Chichén-Itzá, que floresceu no auge da civilização maia-tolteca. Seu mais importante sacerdote foi Kukulcan (a serpente emplumada), provavelmente vindo do México central onde era conhecido como Quetzalcóatl (ver período maia-tolteca logo abaixo). Ao que tudo indica, Kukulcan foi mesmo um personagem histórico e que morreu e foi enterrado na península de Yucatan. Acreditava-se que ele encarnava o espírito da serpente emplumada cuja cabeça está representada no quadro ao lado e surge com freqüência nas ruínas maias deste período.
Ao lado, quadro feito por Frederick Catherwood em meados do século XIX mostrando de El Castillo, a grande pirâmide de Chichén-Itzá, quando o mundo descobriu o fantástico mundo maia. Chichén-Itzá é a mais fantástica cidade maia-tolteca; visita obrigatória a todos que vão a Cancun.

A história da civilização maia é dividida em período pré-clássico ou formativo, período clássico, período de transição, período maia-tolteca e período de absorção mexicana.
Período Pré-clássico (500 a.C. a 325 d.C.) - a cultura maia começa a ser delineada. Estátuas de barro antropomorfas aparecem mostrando os traços típicos de seu povo.

Foto atual de El Castillho em Chitzen-Itza, que recebe milhares de turistas todos os
anos, vindos de todas as partes do mundo.
 

se deteriorou e os centros cerimoniais foram abandonados.
Período de Transição (925 d.C. a 975 d.C.) - este período marca a queda livre da civilização maia e o nível cultural, misteriosamente, caiu quase que ao nível do período pré-clássico.
Período Maia-Tolteca (975 d.C. a 1 200 d.C.) - Época de grande esplendor, mas agora sob forte influência da cultura tolteca, que chegou do centro do México, trazendo consigo o mito de Quetzalcóatl.

acima: placa dirigida a turistas escrita em
três línguas (espanhol, maia e inglês).

Período Clássico (325 d.C. a 925 d.C.) - Costuma-se subdividir este período em clássico temprano (325 d.C. a 625 d.C.) que corresponde ao período em que cessaram as influências externas e os maias se firmaram como povo. Neste período surgiram formas tipicamente maias na arquitetura como o arco corbelado e o registro de datas históricas com o uso de hierógrifos, em florescente (625 d.C. a 800 d.C.), quando as manifestações culturais chegaram ao seu esplendor cultural. Foi a época dos grandes avanços na matemática, na astronomia, na escrita, nas artes e na arquitetura e o Colapso (800 d.C. a 925 d.C.), época em que misteriosamente a cultura maia
 



 

 

 

 


o alto relevo acima mostra  um sacrifício
humano onde um homem é dacapitado.
Pode-se observar o sangue espirrando
de seu pescoço em jatos fortes.

   
O povo maia era fundamentalmente um povo guerreiro. Mesmo entre eles, lutavam com crueldade pelo domínio das regiões. O quadro ao lado mostra momentos de guerra desse povo.
 

Em Chichén Itzá a influência tolteca é muito forte. A principal pirâmide, chamada El Castillo, que ocupa a região central das ruínas, foi construída pelos toltecas. O observatório El Caracol, também é deste período (foto à direita). Viveu-se nesta época o mito de Quetzalcóatl, chamado pelos maias de Kukulcán, a serpente emplumada, o homem-pássaro, um dos mitos mais interessantes da história da humanidade. Vejam abaixo uma representação artística mostrando El Caracol hoje (esquerda) e em todo o seu esplendor (direita) no auge da cidade.


 

 

 

 

 

 

 

 

Nesta época, houve grande avanço nos conhecimentos astronômicos dos maias que construíram o mais preciso calendário existente. Os maias desenvolveram um sistema numérico próprio, sem o qual não seria possível os avanços científicos. Observe o quadro abaixo. Facilmente você poderá entender como os números eram escritos. Reparem que eles descobriram também o número zero. Além deste modo de representar números, eles tinham um outro sistema, mais próximo dos hieróglifos. Eles podem ser observados no papel de parede desta página. Cada número era representado por uma cabeça diferente, mas não tão diferente para nó aponto de podermos ler tais números com facilidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Período de Absorção Mexicana (1 200 d.C. a 1540 d.C.) - nesta época surgiram vários conflitos, as alianças entre os vários grupos foram sendo quebradas e houve uma série de enfrentamento bélico que dividiu as populações e empobreceram ainda mais a cultura. Quando os espanhóis chegaram à região maia, as grandes cidades cerimoniais já haviam sido abandonadas, a cultura estava em total decadência. Restava pouco daquela que foi uma das mais fantásticas civilizações que o mundo já teve. O tempo foi implacável. Nos roubou para sempre esse tesouro. Restam as lembranças que as ruínas guardaram para nós.

 

foto à direita: visitantes subindo as escadarias do El Castillho, nas proximidades de Cancun, no México.